quinta-feira, 29 de março de 2012

Presença


*por AR

"A Morte não é Nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram; falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas; eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste.
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo que ela sempre significou. O fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe.
Apenas estou do outro lado do caminho.
Você, que aí ficou, siga em frente!
A vida continua linda e bela como sempre foi."

Li essa mensagem a primeira vez quando um amigo muito querido morreu de repente. E hoje eu, muito infelizmente, me lembrei dela enquanto olhava para as expressões tristes à minha volta.
E, mesmo tentando engolir o choro enquanto pensava em algo leve para dizer às minhas pessoas queridas, eu olhava cada rosto, cada gesto, lembrava de cada história e percebia, nitidamente, o quanto aquela pessoa nos acompanhará o resto de nossas vidas.
Não  apenas na lembrança de momentos ou nos genes multiplicados em filhos e netos, mas também em cada coisa que ela nos ensinou; em cada apoio que ela deu; em cada carinho que ela fez... Ela  continua presente em um jeito de olhar de um; o jeito de mexer as mãos de outro... Não necessariamente uma herança genética, mas uma herança de alma...

É... ela está ali... do outro lado... Talvez ainda nos ouça; talvez já esteja se preparando para sua nova jornada... Não sei.

Mas sei de uma coisa: de um jeito e de outro, ela estará sempre conosco...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Estamos a menos de uma semana do Natal, você já sabe o que vai usar?

Por Raquel Kapps

Estamos a menos de uma semana do Natal, você já sabe o que vai usar? Algumas sugestões podem ajudar as mais indecisas na hora da produção.
Escolher a cor da roupa em primeiro lugar já ajuda. Portanto, tente não acabar caindo no vermelho natalino, afinal, você não quer combinar com os enfeites, quer? Se quer seguir as tendências, o verão pede cores neutras, naturais e tons de terra. É uma ótima pedida, já que estamos em um país de clima tropical e essas cores nos dão uma sensação mais fresca. Se não gosta dessas cores, tente optar por uma que combine com a sua pele, tons mais fortes para aquelas de pele mais clara e tons mais claros ou puxando pro dourado (que está super em alta) para aquelas de pele mais morena.
De acordo com o tipo de festa que vai participar você vai ter que optar pelo estilo da roupa, mais formal ou mais despojado. Se for mais despojado opte por calça jeans sequinha e a regatona, que é o hit da estação, você pode usar uma com um pouco de brilho pra deixar a produção com cara de noite, fica ótimo! Também dá pra contar com uma bermuda, usada com salto. Se a comemoração pedir algo mais formal, os vestidos em tecidos leves com a cintura mais alta marcada são os mais indicados.

Sapatos e acessórios? O dourado vai gritar nesse verão, se não exagerar não tem erro!

Para finalizar a produção, a maquiagem tem que ser mínima para dar a impressão de saudável e bonita naturalmente, corrija as imperfeições, deixe a pele lisinha e depois complemente com blush rosado, rímel, uma sombra que não chame muita atenção e ilumine os olhos, finalize com batom, que pode ser da cor da boca até o vermelho.
O cabelo dá pra arrumá-lo sem ficar com cara de salão de beleza. Use um coque meio desfeito, cabelos soltos, lisos ou com algumas ondulações. 

Arrase e aproveite a festa!!!


Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher...

Acho bonito o ritual do casamento a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas a única coisa que me desagrada é o sermão do padre. "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?


Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.


Por Raquel Kapps

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde!!!

Por Raquel Kapps


Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... 

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. 

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. 

Prazer faz muito bem. 
Dormir me deixa 0 km. 
Ler um bom livro faz-me sentir nova em folha. 
Viajar me deixa tensa antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. 
Brigar me provoca arritmia cardíaca. 
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. 
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. 
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem! 
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, 
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependida de nada. 
Acordar de manhã arrependida do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! 
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! 
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. 
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! 
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! 
Conversa é melhor do que piada. 
Exercício é melhor do que cirurgia. 
Humor é melhor do que rancor. 
Amigos são melhores do que gente influente. 
Economia é melhor do que dívida. 
Pergunta é melhor do que dúvida. 
Sonhar é melhor do que nada!


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

As Pragas do Mundo Moderno

*por AR

Estava voltando para casa depois de um dia particularmente esquisito, em meio a um engarrafamento absurdo, debaixo de chuva, com dezenas de motoristas de ocasião fazendo barbeiragens inacreditáveis na minha frente. 
Pensei em xingar alguns, mas lembrei da minha resolução de não falar palavrões. Pensei em simplesmente largar o carro no meio da rua e sair andando... lembrei do preço nada básico que pago para tê-lo... 
De repente, comecei a pensar sobre as 10 pragas do Egito. Sei lá por que isso me veio à mente, mas daí o pensamento voou para o péssimo motorista do ônibus à minha frente e eu comecei a pensar em quais seriam as pragas do mundo moderno...


Chegando em casa, corri pra pesquisar quais foram as antigas e como elas poderiam ser interpretadas hoje:

A primeira, "Águas em Sangue" seria, sem dúvida, a lama que desce dos morros e encostas e a que vem com as enchentes quando chove como está chovendo nos últimos tempos. Da mesma forma que apavorou os egípcios, nos apavora a cada pingo que cai e a cada promessa de mais chuva... Verdadeiras tragédias! O pior é que sangue de verdade se mistura à esta terra normalmente vermelha...

A segunda: "Rãs"... Bem, tive dificuldade com essa, mas lembrei que as digníssimas têm a língua compriiiida... Muita gente costuma falar demais, comer mosca e, de quebra, tem veneno. São uma praga e tanto em minha opinião...

A terceira: "Piolhos". São parasitas, né?! Incomooodam! E costumam ir pra perto de quem tem mais coisas possíveis de serem sugadas. Existem aos montes (meu avô sempre dizia que monte é de m... então...) Uma praga chata, sem dúvida! E abundante...

A quarta, "Moscas", me lembram os que se sujam até por pouca coisa. São fáceis de serem atraídas, mas difíceis de pegar. Empesteiam todos os lugares em que pousam, inclusive sopas... Já dizia Raul...

Quinta: "Doenças nos Animais". Eu considero animal tudo que não é vegetal ou mineral, assim como meu antigo livro de Ciências e Biologia. E tem doenças absurdas pipocando por aí. Doenças do corpo, da mente, da alma... Doenças criadas por nós. Doenças transmitidas por outrem. Doenças e mais doenças. Mas as mais intoleráveis são as doenças de caráter. Falta de educação, falta de respeito, falta de consideração, falta de compaixão...  Não as tolero pelo simples fato do remédio já vir junto com cada indivíduo. E o babaca não usa...

A Sexta é a "Sarna". Você sabia que a sarna é causada por um pequeno carrapato filho da mãe que vai comendo o que encontra pela frente? E o bicho é desgraçado! Ele é imperceptível a olho nu, mas faz um estrago do caramba. Mas, o que acho ainda mais sinistro, é que o efeito desse monstrinho microscópico só aparece depois que ele aprontou! Alguma semelhança com alguém que você conhece??? É ou não uma praga?

"Saraiva com Fogo"... Esta é a sétima praga. Saraiva significa "chuva de pedras". Então poderíamos traduzir a sétima praga como "chuva de pedras de fogo". Eu pensaria nessas pedras como projéteis de armas de fogo, ou seja: TIROTEIOS. Balas 'perdidas' (nunca gostei desta expressão, pois quem está perdido é o cidadão alvejado por ela), tiros a esmo, guerras de todos os tipos, 'acidentes' com armas de fogo (geralmente envolvendo crianças e adolescentes). Uma triste praga...


"Gafanhotos". A oitava praga aplicada aos tempos atuais é bem ampla... Na verdade, foi nela que pensei enquanto estava passando raiva no trânsito... Já notou como a hora do rush parece um enxame? Cinco minutos antes, as ruas fluem perfeitamente. De repente, pipocam carros de todos os lados, de todas as cores, tamanhos e o pior: com motoristas em vários níveis de stress e habilidade (ou falta de). Gente... trânsito pesado e agarrado é uma praga. E das grandes!


A penúltima, "Trevas", é forte... Aliás, desta praga a humanidade padece desde sempre. Haja visto tantas guerras ridículas, repressão, preconceito... e tudo por babaquice, medo do potencial alheio e ganância. Treva, no mundo de hoje, é a pobreza de espírito que acaba por escurecer o coração dos homens.


A última é a "Morte dos Primogênitos". Nessa eu viajei... Tantas analogias podem ser feitas com esta praga... A morte precoce dos jovens, principalmente os que se envolvem com drogas, tráfico, roubos... Também a de jovens que usam o trânsito para se suicidarem e, muitas vezes, levar outros com eles.
E tem as doenças. Não só as óbvias e mais temidas, como a AIDS; mas também as que chegam ainda mais sorrateiramente, como por exemplo o câncer em quem usa esteroides, as famosas bombas. Conheço o caso de um garoto que, de tanto usar este veneno, morreu de câncer no fígado antes dos 20 anos. Mas não sem antes fazer um estrago na vida dos que o amavam. Nenhum deles será o mesmo... Sempre considerei o que ele fez como um suicídio.


Mas essa última analogia pode ir ainda mais longe! Quantos filhos de pais que não os educam estão condenados a sofrer e a fazer sofrer? A falta de valores nos levará à ruína! E falo de valores que realmente valem, correndo o risco de ser redundante!


Enfim... quer sejam do mundo antigo, quer sejam contemporâneas, as pragas sempre existirão... Não importa a época, a interpretação... Quando os valores inexistem, o mal toma conta. Ou seja: a maior praga de todos os tempos sempre foi O HOMEM!



    quinta-feira, 28 de julho de 2011

    Por Raquel Kapps

    Ter ou não ter namorado!!!

         Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
         Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
         Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
         Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
         Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
    Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
         Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
         Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.    Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
         Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
         Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
         Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

    Autor: Carlos Drummond de Andrade

    sábado, 23 de julho de 2011

    Por Raquel Kapps


    Boa noite, sei que estou um tempinho sem postar por aqui, mas prometo a voltar a postar com mais frequência!!! Hoje como estou na TPM tooootal e absurda, ( Todos Problemas Misturados,  Tendências a Pontapés e Murros, Temporada Proibida para Machos, Toda Paixão Morre, Tocou, Perguntou, Morreu,  Tire a Porra da Mão, Tente no Próximo Mês, Tempo Para Meditação, Totalmente Pirada e Maluca,  Tendência Para Matar,  Tenha Paciência Meu, Tô Puta Mesmo, Toda Problemática no Momento, Total Paranóia Mental...) resolvi desabafar escrevendo um pouco... haha!



    Segue um texto que acho que define bem as fases da TPM :

    __________________________



    Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM (Tensão Pré Menstrual) em 4 fases principais:


    Fase 1 - Fase Meiguinha
    Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha. Bom sinal?
    Talvez, se não fosse mais do que o normal.
    Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo.
    A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate.
    O que se segue, é uma mudança sutil desse comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.


    Fase 2 - Fase Sensível
    Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di.
    Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai: "Você acha que eu estou gorda?"
    Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na escolha das palavras. O uso simples do verbo "estou" ao invés da combinação "estou ficando", torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar.
    E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.




    Fase 3 - Fase Explosiva
    Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM.
    Há relatos de mulheres que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase.
    Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM.
    Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua.
    Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas...
    Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta: "Tá tudo bem?" A resposta é simples e seca: "Tá" sem olhar na sua cara. Não satisfeito, você emenda um "Tem certeza?", que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso "teenhoo...".
    Aí, como somos legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que...
    - Merda, viu!? - ela rosna de repente.
    - Que foi?


    A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta.
    Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
    - Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz, e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem! Você também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer uma porra de um chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!


    Desnorteado, você pede o pinico e vai embora. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.


    Fase 4 - Fase da Cólica
    No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa dela e ela te recebe dócil, superamável.
    Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan pra acabar com a dor dela.
    Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado.
    "O que aconteceu?", você se pergunta.
    "Tudo bem.", Você pensa.
    "Acho que ela se livrou do encosto.", Pronto! A paz reina novamente.


    A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz.
    Pelo menos até daqui a 20 dias...
    __________________________


    Bom é isso.... próximo post vou falar de MoDa :) que é oque eu gostoooo e entendo.. rs !!!!
    Beijos e bom final de semana..

    quarta-feira, 8 de junho de 2011

    Perdendo Amores

    *por AR



    Há várias formas de perder um amor:

    Perdemos um amor quando esquecemos que são dois que formam os dois, e não dois que formam um e que por acaso esse um é egoísta.

    Perdemos um amor ao expulsarmos da nossa vida quem antes era parte integrante da gente. 

    Perdemos um amor ao não nos colocarmos no lugar do outro, ao não entendermos as angústias, tristezas e esperanças destruídas.

    Perdemos um amor ao agredi-lo para que ele se afaste ainda mais rápido.

    Perdemos um amor ao desmerecer o que sempre foi feito com muito carinho e a um preço às vezes bem alto para o outro.

    Perdemos um amor ao desrespeitarmos quem nos ama.

    Perdemos um amor ao fazermos escolhas que o afastam cada vez mais, mesmo que tenhamos dado esperanças de finalmente tudo dar certo.

    Perdemos um amor ao não perceber que não teríamos outras perdas caso vivêssemos este amor de forma verdadeira e honesta para todos. Momentos difíceis sim, mas não outras perdas, porque o que nos pertence, nos pertence. E só não é nosso quando não o queremos.

    Perdemos um amor ao mudarmos completamente, mas ao exigirmos que o outro aja como sempre agiu.

    Perdemos um amor ao não perceber o quanto o outro lado fica sensível e machucado com nossas atitudes e palavras, e o agredimos ainda mais.

    Perdemos um amor ao considerá-lo pouco inteligente, a ponto de não perceber tudo que acontece.

    Perdemos um amor ao ajudarmos a destruir um muro para juntar os dois, mas depois simplesmente saímos e deixamos o outro com os tijolos no chão para reconstruir este muro. Sozinho.

    E, quando só há uma pequena chama, perdemos o que nos resta desse amor ao considerar que toda a tristeza, o medo, a mágoa e as esperanças frustradas sejam um mero descontrole emocional.



    Nunca Esqueça O Quanto Você Foi Amado.

    quinta-feira, 14 de abril de 2011

    Perdendo Amigos

    *por AR

    Em minha opinião, poucas frases de (d)efeito são tão cretinas quanto: "perco o amigo, mas não perco a piada!". Deprimente. Principalmente porque esse tipo de pessoa realmente perde os amigos. Muitas vezes sem perceber. Como? De uma forma simples: o até então amigo vai deixando de fazer confidências, de expor sua fragilidade, de ter intimidade. Não fica mais à vontade com a pessoa.


    E isso é fatal.


    O "piadista" vai perdendo o que de melhor seu amigo lhe oferece: sua incondicionalidade. Se antes ele expunha a alma e se oferecia da mesma forma, nunca mais o fará novamente. Pra que? Para ser ofendido? Pra ter jogado na cara e de forma completamente injusta, tudo o que até então era uma partilha de sentimentos, de confiança, um incentivo, uma parceria? Não. Por maior que seja essa amizade, ela vai ser severamente abalada.
    Tiro por mim. Sou extremamente tolerante e resiliente, mas se o encanto quebra, nunca mais ficarei vulnerável a outro ataque de pura grosseria.


    Às vezes, o único elo que temos com a pessoa é o sentimento. Então, que sentido faz abalarmos esse elo só para sairmos posudos de uma discussão? Para batermos no peito e dizer: que presença de espírito! Só se for de porco...


    Bem diz uma frase que uma amiga coloca em seu msn: "Eu não quero ter razão. Eu quero é ser feliz!"


    Prefiro perder uma discussão que poderia ser encerrada com apenas um comentário ferino e oportuno meu. Eu poderia jogar na cara também, como todos fazem. Poderia "dar o troco", ser irônica. Mas acho isso tudo de uma pobreza de espírito atroz. Considero pessoas que fazem isso de pouca inteligência, por maior que seja seu QI. Quero dizer com isso que não é a pessoa burra que faz isso. É a que não usa sua inteligência, o que é ainda pior.


    Acho muito mais edificante manter o respeito e não usar algo que a pessoa me disse em confissão, ou desabafo, ou simplesmente por ter confiado em mim até aquele momento, contra ela.


    Portanto, ao escolher entre o amigo e a piada, escolha sempre o amigo. A piada deixa um sabor amargo que é difícil de sair...e muitas vezes não há perdão para o que é dito, uma vez que "desculpa" não sara.


    Outra frase, essa de Efeito mesmo: "Procuro alguém que não use o que eu digo contra mim."
    É esse aguém que tento ser. E esse alguém é tudo que também quero pra mim.

    segunda-feira, 14 de março de 2011

    O que é que a mulher mais deseja no mundo?

    *por AR (publicado originalmente no Facebook)



    Sei que é um assunto recorrente e bem complexo. Já falei dele em meu blog, aqui, já ouvi essa pergunta inúmeras vezes por interesse ou simples retórica... Mas, ao ler novamente um trecho dos meus amados Contos Arturianos que me acompanham desde sempre, graças a um Pai perfeito que tenho (pra quem não sabe, são as várias aventuras do Rei Artur e seus famosos Cavaleiros da Távola Redonda, com toda a magia e fantasia que se tem direito) esbarrei novamente na história do casamento de Sir Gawain e Madame Ragnell (ou Ragnelle).
    É uma história de honra, coragem e respeito da qual gosto bastante e que dá uma resposta bastante plausível a este enigma.

    Em um não tão breve resumo: Um ano antes desta história acontecer, Rei Artur foi surpreendido durante uma caçada pelo misterioso Somer Gromer Jour (Senhor do Dia de Verão) quando estava limpando um cervo que havia acabado de abater. Desafiado pelo homenzarrão que dizia ter sido ofendido por Artur no passado, o rei lançou mão do código de cavaleiros, em que um não poderia se aproveitar do outro se este estivesse desarmado, o que era o caso. Sir Gromer Somer Joure exigiu então que sua indefesa vítima jurasse voltar àquele mesmo local no mesmo dia do ano seguinte, desarmado como agora, vestindo apenas seu traje verde de caçador, porém trazendo, para salvar sua vida, a resposta a este enigma: "O que é que uma mulher mais deseja no mundo?". Logo que Artur chegou perto de seus cavaleiros, Sir Gawain, sobrinho do rei, seu primeiro cavaleiro, herdeiro do trono e o mais belo, nobre e cortês entre todos, percebeu que ele estava calado e o interpelou. Assim que soube o que era, propôs ao tio que cada um fosse para um lado perguntando a todas as mulheres que encontrassem a resposta para este enigma, de forma a percorrer toda a Bretanha. Os dois anotaram todas as respostas, por mais tolas que fossem em grossos livros e se encontraram. Faltava um mês para o encontro com seu desafiante, mas o rei estava com a pulga atrás da orelha, desconfiando que ainda não tinha a resposta correta. Resolveu dar mais uma volta em uma das florestas para perguntar a mais mulheres. No meio do caminho deu de cara com uma anciã pavorosa, com dentes parecendo presas, unhas parecendo garras, fedida e descabelada, mas montando um cavalo belíssimo, próprio de nobres. Ela o interceptou e disse que, apesar dele ter milhares de respostas, nenhuma era a correta, mas que ela sabia qual era, mas por um preço: o gostosão do Sir Gawain tinha que se casar com ela (véia esperta!). Arthur, que havia ficado apavorado com o aspecto da velhinha, negou sem nem pensar, mas a bruxa foi tão incisiva, que ele voltou para Camelot com o cachorro inteiro atrás da orelha. Gawain, atencioso como sempre, percebeu que o tio estava muito xué e encheu a paciência dele até que ele contasse o que era.
    O bonitão não pensou duas vezes e aceitou a condição para salvar a vida de seu rei.
    Então, no dia marcado, o rei foi ao encontro de Somer Gromer Jour levando os livros com as respostas que ele e Sir Gawain haviam conseguido em suas andanças. Apesar de debochar, o grandalhão leu resposta por resposta e, com um prazer inenarrável, disse que nenhuma delas era a certa. Então, p. da vida, Artur deu a ele a resposta que a velhota tinha lhe soprado. Nem preciso dizer que era a resposta certa, o que deixou o SGJ muito mais p. da vida, mas como bom cavaleiro, tinha que obedecer o acordo e deixar o rei vivo.
    Na volta, passando pela floresta, a velhinha fedorenta estava esperando o rei para que ele a escoltasse até o reino, para se casar em uma festa suntuosa com o perfeito Sir Gawain (neste ponto, meu sonho de consumo). Quando o loirinho viu a velha, quase morreu de susto, mas, fiel à promessa, casou-se com ela e a tratou com respeito desde o primeiro momento.
    Na noite de núpcias, a velhota tarada exigiu que o casamento fosse consumado. Sir Gawain, o gostoso, deve ter respirado fundo (ou não, pq ela fedia muito), tido todo tipo de arrepios do tipo ruim, pensado na Gisele Bundchen, e se preparou para fazer o que sua esposa queria, mas sem uma queixa sequer. Quando virou, encontrou em lugar da velha pavorosa a mulher mais linda que ele havia visto na vida. Surpreso, soube que a bonitona estava encantada e só o casamento com o cavaleiro mais nobre do reino desfaria o encanto. Aí, quando ele achou que tinha se dado bem, ela disse que ficaria gostosona só durante a metade do tempo. A outra metade, ela seria a velha horrorosa que todos conheceram. Sir Gawain ficou com um abacaxi pra descascar: se ela ficasse linda durante a noite, eles poderiam fazer loucuras entre quatro paredes, ou fora delas... Mas durante o dia ele desfilaria com uma bruxa a tiracolo. Se ele escolhesse te-la maravilhosa durante o dia, pra exibir para todos, dormiria com uma bruxa horrível todas as noites.
    E aí, o nobre, cortês, gostosão e esperto do Sir Gawain falou as palavras mágicas para sua esposa, no momento toda boa: "Vc é quem sabe."
    E assim, caros amigos, ao dar à Ragnell o direito de decidir a própria vida, o encanto se desfez. E essa era a resposta que eles buscaram por tanto tempo. Ou seja: nós, mulheres, queremos soberania, acima de tudo. Não sobre o mundo, ou sobre os homens, ou sobre os bens, mas sobre nós mesmas. Queremos ser donas do nosso destino. Queremos decidir o que é melhor para nós. Esse direito de decidir a própria vida era quase impossível para uma mulher da Idade Média, e ainda é muito difícil hoje.
    Porque pode até parecer que somos donas do nosso nariz, mas são tantas decisões e renúncias que isso quase nunca é uma verdade...
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